Mãe de bebé que morreu fechada no carro está desolada e em estado de choque: “Não pode ser ouvida”

Mãe de bebé que morreu fechada no carro está desolada e em estado de choque: "Não pode ser ouvida"

Mulher que deixou a filha bebé morrer fechada no carro, na Avenida de Miguel Bombarda, em Lisboa, está em choque e não pode ser ouvida pelos inspetores da Polícia Judiciária.

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A mãe da criança está a ser acompanhada e ainda não consegue recordar o que aconteceu na manhã de quinta-feira, quando se esqueceu da menina. A gestora de 40 anos, quadro superior de uma empresa de seguros, tal como o marido, está a ser fortemente medicada devido ao risco de suicídio e não reage.

A mulher ainda não foi ouvida pelos inspetores da Polícia Judiciária porque não consegue reconstituir o que aconteceu naquele dia, quando se esqueceu de deixar a filha na escola. Os investigadores aguardam ainda os exames toxicológicos ao corpo da criança.

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O corpo da criança, Maria Pilar, já foi libertado pelo Hospital de Santa Maria, em Lisboa, na segunda-feira de manhã, e foi imediatamente transportado para a capela funerária onde decorreu o velório. O funeral está marcado para esta terça-feira.

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As autoridades continuam a tentar perceber o que aconteceu aquele fatídico dia. Sabe-se já que a mulher deixou os irmãos de Maria Pilar, de cinco e sete anos, nas respetivas escolas e voltou para casa por uma transversal da Avenida de Miguel Bombarda. Aí terá começado imediatamente a trabalhar e durante as sete horas seguintes manteve a convicção de que a filha estaria no estabelecimento de ensino.

Só a meio da tarde, quando a mulher contactou a empregada doméstica para que fosse buscar os menores à escola, é que se recordou que a menina tinha ficado no carro, quando a funcionária a informou que a criança não estava na escola.

O pai e a mãe correram para o local onde se encontrava o veículo, mas a menina não tinha resistido ao calor. A autópsia confirma que a morte se deveu a asfixia, na sequência das altas temperaturas.

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