Conhecidas medidas para o Ano Novo. Dia 31 com recolher às 23h

António Costa falou hoje ao país após o Conselho de Ministros ter reunido, esta quinta-feira e apresentou novas medidas para o Ano Novo, que incluem os dias 31 de dezembro.

Entre elas estão medidas como o recolher obrigatório às 23 horas – e 1, 2 e 3 de janeiro – restrição da liberdade de circulação às 13 horas. “As medidas vão ser aplicadas a todo o país e a todos os concelhos” pela “natureza dos festejos”.

O primeiro-ministro afirmou que “a evolução ao longo destas semanas confirma que continuamos a reduzir o número de novos casos, de internados e em Unidades de Cuidados Intensivos”, contudo “o número de óbitos continua a ser extremamente elevado”.

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Nos dias 1, 2 e 3 de janeiro o recolher obrigatório é a partir das 13 horas. Medidas são aplicadas “a todo o país e a todos os concelhos”.

“O ritmo de diminuição do número de novos casos por semana tem vindo a tornar-se mais lento”, considerou ainda: “Não estamos hoje no ponto onde desejávamos estar para podermos encarar o próximo Natal com total tranquilidade”.

Para o Natal, António Costa sugere estar com o menor número de pessoas possível e que devemos estar à mesa apenas o “tempo estritamente necessário” e estar “de máscara”. “Cada um de nós é um risco e o risco é tanto maior quantos mais formos e quanto menos protegidos cada um de nós estiver. Temos de celebrar o Natal com todo o cuidado”.

Contudo, logo a seguir ao Natal tem de ser “máxima contenção”. Assim, o Executivo decidiu puxar o ‘travão de emergência’: “Ao contrário do que tínhamos previsto há 15 dias, […] temos de cortar totalmente as celebrações de Ano Novo” e, em 31 de dezembro, a liberdade de circulação “será restrita a partir das 23 horas”, revelou António Costa, sendo que nos dias 1, 2, 3 de janeiro a liberdade “será restrita a partir das 13 horas”.

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“Significa isto”, frisou, “que vamos ter de evitar na passagem do ano a multiplicação dos riscos que necessariamente o Natal vai comportar”. O Executivo quis, assim, “proteger o Natal com o sacrifício da passagem do Ano”, sacrifício “fundamental” para que “o ano novo seja mesmo um novo ano de esperança”.

Quanto aos horários do comércio estes “não sofrem qualquer alteração” afirmou ainda o primeiro-ministro.

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