Juíza suspende processo de violência doméstica e manda a mulher ir jantar fora com o agressor

Juíza suspende processo de violência doméstica e manda a mulher ir jantar fora com o agressor

Uma juíza do Tribunal da Amadora suspendeu um processo de violência doméstica e impôs ao agressor passear com a vítima e levá-la a jantar.

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As agressões ocorreram no dia 26 de fevereiro de 2022, por volta das 3h10 da madrugada, quando a mulher chegou a casa com compras e “foi arrumar na cozinha”, quando foi surpreendida pelo companheiro, que a agrediu com chapadas, pontapés e lhe apertou o pescoço.

A vítima ficou com diversos hematomas e apresentou queixa nas autoridades, apresentando ainda fotografias das lesões.

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Uma procuradora do Ministério Público propôs a “suspensão provisória do processo durante o período de cinco meses, por tal se mostrar adequado” e sugeriu impor ao arguido “realizar, com a concordância da ofendida, jantar e passeio lúdico com a ofendida, entre outros, concertos, espetáculos, revista, teatro e comprovar nos autos, com cópia dos respetivos bilhetes eletrónicos ou outros e faturas de restaurante”.

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Uma juíza do Tribunal da Amadora aceitou a proposta da procuradora, ficando assim o processo suspenso por cinco meses. O arguido tem agora cinco meses para cumprir com o “castigo” aplicado, sob a pena de ser acusado do “ilícito criminal de ofensa à integridade física”, caso não cumpra.

O homem terá ainda de pagar 200 euros a uma instituição de solidariedade social da Amadora e 102 euros ao “Estado Português – Fundo de Modernização”.

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